segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Vaca Holstein Frísia vs. Vaca ProCross: comparação de parâmetros produtivos e reprodutivos

Vitorino A.1, Vicente A.A.1,2,3, Arriaga e Cunha A.4 e Carolino N.2,3,5

1Escola Superior Agrária de Santarém. Quinta do Galinheiro. Apart. 310. 2001-904 Santarém, Portugal (andreia.vitorino93@gmail.com).
2Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P., Fonte Boa, 2005-048 Vale de Santarém, Portugal.
3CIISA - Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade de Lisboa, 1300-477 Lisboa, Portugal;
4Casal de Quintanelas, Sabugo, 2715-127 Pero Pinheiro - Sintra;
5Escola Universitária Vasco da Gama, Av. José R. S. Fernandes 197 Lordemão, 3020-210 Coimbra, Portugal.


   Ao longo do tempo a raça Holstein Frísia tem sido sujeita a uma pressão de seleção elevada, conduzindo a um aumento da sua consanguinidade média e, consequentemente, a um declínio da fertilidade, da adaptabilidade e de sobrevivência, conduzindo à depressão consanguínea. O cruzamento entre raças de aptidão leiteira, nomeadamente o programa ProCross, tem vindo a ser opção por melhorar a saúde, fertilidade e longevidade dos animais devido à complementaridade entre raças e à heterose. Este programa baseia-se em cruzamentos de rotação de três raças: Holstein Frísia (HOL), Montbéliarde (MON) e Vermelha Sueca (VS).

   Este estudo realizou-se no Casal de Quintanelas, uma exploração agropecuária produtora de leite, situada no Sabugo, Sintra, com o objetivo de analisar e comparar diversos parâmetros produtivos de vacas Holstein Frísia e resultantes do ProCross, de forma a compreender quais os benefícios trazidos por este programa de cruzamentos e se realmente é compensadora a adoção do mesmo.
Analisou-se a produção média diária de leite (PMDL), a produção média diária de proteína (PMDP) e de gordura (PMDG), através do PROC MIXED do programa SAS, considerando-se como fatores fixos o ano e mês de parto, a duração da lactação, a idade ao parto (efeito linear e quadrático) e a proporção de HOL, MON ou VS. A fêmea foi considerada como um efeito aleatório. Compilaram-se 1064 registos de lactação de vacas HOL e ProCross, com uma idade média ao 1º parto de 24.91±2.44 meses; idade média ao parto de 41.18±17.50 meses; duração da lactação de 278.17±111.49 dias; produção média diária de leite de 38.62±6.78 litros e teor butiroso e proteico de 3.78±0.69% e 3.27±0.32%, respetivamente. A proporção de HOL, MON e VS na população afetou significativamente a PMDL (p<0.05 para HOL e p<0.01 para MON e VS), apresentando um coeficiente de regressão linear de 0.0337±0.013, 0.0360±0.011 e -0.0539±0.011 por cada 1% a mais de HOL, MON e VS, respetivamente. A proporção de HOL, MON e VS não influenciou significativamente (p>0.05) a PMDG, mas a proporção de MON (p<0.05) e VS (p<0.01) influenciou a PMDP. Relativamente aos restantes efeitos fixos estudados apresentaram, na sua globalidade, um efeito significativo nas características estudadas, à exceção da duração da lactação na PMDG e na PMDP e do mês de parto na PMDG.

   Também através da rotina PROC MIXED do programa SAS, analisaram-se alguns parâmetros reprodutivos, nomeadamente os dias em aberto, número de inseminações artificiais (IA) por conceção e intervalo entre partos (IEP), considerando-se como fatores fixos o ano de IA, o mês de IA, a idade à IA (efeito linear e efeito quadrático) e a proporção de HOL, MON ou VS. A fêmea foi considerada como um efeito aleatório. Foram analisados 1391 dados reprodutivos de animais HOL e ProCross, com uma idade média à IA de 34.09±18.71 meses; uma média de 60.57±24.02 dias em aberto; uma média de 2.66±2.00 inseminações artificiais e intervalo entre partos médio de 395.46±71.83 dias. A proporção de Holstein Frísia e Montbéliarde na população afetou significativamente os dias em aberto (p<0.05 para HOL e MON), apresentando um coeficiente de regressão linear de 0.1601±0,045 e -0.1577±0,0372 por cada 1% a mais de HOL e MON, respetivamente. Também a proporção de Holstein Frísia e Montbéliarde na população afetou o número de inseminações artificiais por conceção (p<0.01 para HOL e p<0.05 para MON), com um coeficiente de regressão linear de 0.0083±0.0031 e -0.0065±0.0026. Quanto ao IEP, a proporção de Holstein Frísia e Montbéliarde na população afetou significativamente o seu número de dias (p<0.05 para HOL e p<0.01 para MON), com um coeficiente de regressão linear de 0.3328±0.1614 e -0.3381±0.1279, respetivamente. A proporção de Vermelha Sueca não foi significativa em nenhuma das três características reprodutivas analisadas.

    Quanto aos outros elementos fixos estudados, estes foram maioritariamente não significativos nos dias em aberto, e foram significativos (p<0.01) para todos os fatores no número de IA por conceção e IEP, embora o ano da IA na HOL tenha tido uma menor significância no IEP (p<0.05).
Globalmente observa-se que a introdução do genótipo VS poderá fazer reduzir a PMDL, não se verificando alterações significativas na PMDG, e que o genótipo MON poderá fazer reduzir os dias em aberto, número de IA por conceção e IEP.

Interessa continuar a aprofundar o estudo comparativo entre HOL e ProCross, nomeadamente no que diz respeito a outros parâmetros, pois, regra geral, existe uma tendência de melhoria em alguns parâmetros reprodutivos, de longevidade e saúde, com respetiva redução dos custos envolvidos.












domingo, 14 de fevereiro de 2016

Raças Bovinas Autóctones - Raça Mirandesa


   


 Voltando ao tema das raças autóctones e na perspectiva de pensar cada vez mais na produtividade em números e na máxima rentabilidade, cabe aos futuros responsáveis pelas raças Portuguesas, em melhorar todo este património genético único. A melhoria de uma raça não deve ter em conta a modificação em nenhuma das linhas morfológicas nem funcionais, no entanto tenho uma larga e interrogativa opinião sobre esta ultima reflexão relativa ao funcionamento de uma raça: Tendo em conta que as nossas raças autóctones eram utilizadas, na maioria, na produção de trabalho e visto que essa aptidão já quase que se extinguiu, não deveríamos de reverter rapidamente essa aptidão para a juntar à produção (GMD) rápida de carne, mantendo o tipo?
No seguimento desta opinião e revolta pessoal, e segundo uma pesquisa pessoal que chego à raça bovina Mirandesa, e tento ligá-la à conversa inicial.

   Caros leitores, a raça bovina Mirandesa, foi das primeiras raças do Norte do país a sair do solar de origem e a povoar a zona centro e sul, pois era tido em conta que a Mirandesa era uma raça de trabalho por excelência, com um temperamento bastante dócil e com boa conformação ou melhor, com boa aptidão para a carne. Hoje em dia encontra-se dispersa por muitos concelhos do nosso país. 

   Esta raça no meu ponto de vista, é uma raça com um futuro muito promissor, fora e dentro do seu solar de origem, pois é uma raça com alguma corpolência 450/550 kg, mas no entanto é bastante rustica, muito dócil o que ajuda bastante em qualquer tipo de maneio e se compararmos o tipo de sistema de exploração com o produto final (vitelo), esta raça dá-nos vitelos com 200 kg aos 210 dias. O sistema de exploração desta raça é o extensivo. 60/80% de fertilidade, 26/30 meses ao 1º parto, intervalo entre partos de 12/13 meses, peso ao desmame de 170/200 kg e com um rendimento de carcaça de 61,6%.


Abaixo segue-se uma apresentação da raça, por parte da "Carne Mirandesa".
Para mais informações visite o sitio da raça Mirandesa, Aqui.



MP


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Raças Autóctones Portuguesas III - Raça Barrosã

Voltando ao circuito das raças autóctones Portuguesas, vamos conhecer a raça Barrosã.

A raça barrosã é uma raça Portuguesa, com origem no norte de Portugal, com morfologia e ascendência muito primitiva vinda do Auroque. São bovinos de reduzidas dimensões, fêmeas a arrondar os 418 kg e machos a chegar aos 701 kg, em peso adulto. 
Sendo uma raça muito tardia, relativamente ao seu aspecto negativo de ganho médio diário de peso, é uma raça com uma qualidade organoléptica inigualável, conhecida em todo o mundo.



Vejamos o que diz a associação de criadores de bovinos de raça Barrosã:

"É uma raça conhecida pela sua dupla função trabalho e carne, mas é nesta última que ela tem o seu futuro. Assim, a "Carne Barrosã", tem Denominação de Origem Protegida (DOP) por Despacho 18/94 de 31 de Janeiro (Diário da República II Série). São incluídas nesta as carcaças, ou as peças embaladas e refrigeradas, obtidas a partir de animais da raça Barrosã inscritos no Livro Genealógico. Podem beneficiar do uso da Denominação de Origem Protegida as carcaças de vitela, novilho e vaca, inscritos no livro de nascimentos ou livro de adultos do respectivo Livro Genealógico, ou peças delas provenientes nas seguintes condições: 
•    Vitela - carcaças de animais abatidos entre os 5 e os 9 meses de idade com o peso compreendido entre os 70 Kg e os 130 Kg; 
•    Novilho - carcaças de animais abatidos entre os 9 e os 36 meses de idade com um peso mínimo de 130 Kg; 
•    Vaca - carcaças de animais abatidos entre os 3 e os 4 anos com o peso mínimo de 130 Kg."


Sitio da raça barrosã: aqui.

Abaixo está um vídeo de uma pequena exploração da raça, onde os produtores tentam tirar partido dos recursos naturais para alimentar reprodutoras de raça barrosã, onde podemos ver algumas características morfo-comportamentais da raça:









sexta-feira, 16 de outubro de 2015

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Celebremos o dia mundial do principal objetivo da bovinicultura contribuindo de alguma maneira para a alimentação do mundo. Sugestão: World Food Programme



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Raças bovinas autóctones II - Raça Alentejana

O Solar destes animais de grande corpulência é abaixo do Tejo, e o sistema de exploração mais comum é o extensivo, onde os animais são criados com pastagens naturais e, hoje em dia, com cada vez mais pastagens semeadas e alguma suplementação, de forma a aproveitar todos os aspectos produtivos desta raça, em termos de crescimento e desenvolvimento dos seus vitelos. 

   A raça Alentejana é uma raça de grande corpulência, com vacas a pesar entre 600-700 Kg e machos a pesar entre 900-1100Kg, tendo sido a primeira raça em Portugal sujeita a melhoramento genético. Esta raça é, dentro das raças autóctones, aquela que apresenta maior porte. 



Figura 1. Macho e fêmea de raça Alentejana.

   É uma raça em que os vitelos nascem com 32/35 Kg, o que facilita os partos, com instinto maternal muito bom.

     São animais, (comparando com as raças exóticas muito precoces da Europa), muito rústicos, muito resistentes às grandes trocas de temperatura e aos extremos das mesmas (temperaturas negativas a temperaturas elevadas, na casa dos 40 graus), apresentam ganhos médios diários muito interessantes para o tipo de exploração destes animais em extensivo, na ordem de 1.400 Kg/dia. Morfologicamente é uma raça onde se salienta uma enorme barbela, barbela esta que os ajuda a manter a temperatura corporal.

    Ultimamente tem sido exportado para o Brasil doses de sémen de reprodutores desta raça, com a finalidade de tirar partido do Vigor Hibrido, cruzando a raça Alentejana com a raça Nelore. Pode ser uma experiência muito interessante e muito valiosa para a raça, pois a partir daqui pode estudar-se o bom desenvolvimento dos vitelos F1 numa zona do Mundo com excelentes pastagens, em abundância. Aqui fica uma reportagem dos nossos vizinhos do Brasil, relativamente a este cruzamento:


     Para uma informação mais técnica e com mais "numeros" relativamente ao crescimento dos seus produtos, visite o sitio de criadores da raça Alentejana, Aqui

MP

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Desmame dos Vitelos

Em Portugal, o sistema de exploração mais comum é o extensivo, onde os vitelos acompanham as progenitoras até aos 6 meses, altura onde são separados das mães.

Com o que pode variar o momento ideal para o desmame?
  • Condição Corporal da vaca (mãe);
  • Perda da mãe;
  • Recursos forrageiros disponíveis;
  • Momento da venda.


   Os vitelos podem ser desmamados em qualquer altura, desde que o seu sistema digestivo esteja apto a digerir alimentos.
   O produtor decide quando desmamar o vitelo, de acordo com o que seja mais favorável á valorização do mesmo. O produtor pode querer desmamar em alturas que o preço dos vitelos seja superior.

Alturas de Desmame

Desmame Precoce
O desmame é feito aos 100 dias (3 meses).

Vantagens: 
  • Redução do intervalo Parto-Concepção;
  • Novilhas de substituição desmamadas mais cedo atingem melhores condições corporais e assim podem atingir a puberdade mais cedo;
  • As mães comem menos alimento neste modo de desmame;
  • É possível alimentar as vacas (mães) com alimentos de pior qualidade, visto que estas não apresentam grandes necessidades em energia e proteína.
Desvantagens:
  • Maiores gastos na alimentação dos vitelos e na gestão do desmame.
Desmame Normal
Ocorre aos 6-7 meses.
  • Permite diminuir os custos com a alimentação dos vitelos;
  • Diminui a Condição Corporal das vacas (gastos económicos em alimento);
  • Aumenta o anestro pós-parto (período entre o parto e o primeiro Estro).
Desmame Tardio
  • Ocorre depois dos 7 meses.
  • Tem de haver disponível em quantidade e qualidade, forragem, o que vai originar vitelos com maiores pesos ao desmame, as vacas podem diminuir a sua Condição Corporal e a sua eficiência reprodutiva.

Afinal o que é isto da Eficiência Reprodutiva da Vaca?

Um desmame precoce pode melhorar esta eficiência. As vacas que estão a amamentar mostram anestros pós-parto maiores, devido á diminuição de sinais neuroendócrinos para a acção das gónadas.
Durante o aleitamento, a FSH e LH não são libertadas, poderá ser devido a um impedimento de GNRH (pois a vaca apenas está preocupada em alimentar e defender a sua cria).
Também a deficiente Condição Corporal das reprodutoras poderá afectar a Eficiência reprodutiva, devido a maiores necessidades nutricionais das vacas, pela amamentação.

Então, qual o melhor tipo de desmame?
O melhor tipo de desmame tem de se adaptar à exploração em questão, avaliando se um dos 3 modos de desmame compensam.
Estudos comprovam que o desmame precoce  revela um lucro maior, mesmo com os gastos de engorda, custos de novilhas de substituição e a Condição Corporal dos Animais, pois neste caso, não é preciso gastar muito mais com as mães, o que pode ser equilibrado relativamente ao que se vai gastar em engorda com os vitelos desmamados precocemente. 

Segue-se um pequeno Vídeo para que se retire algumas breves ideias dos benefícios do desmame precoce, para as reprodutoras.


Raças Bovinas Autóctones - A raça Mertolenga

No panorama extensivo da bovinicultura Portuguesa, relativamente a vacas aleitantes, encontramos a nossa raça Mertolenga como das mais numerosas fora do seu solar de origem e distribuída um pouco por cada canto do País. É assim escolhida a primeira das 15 raças que vamos falar.



A Raça Mertolenga segundo os mais antigos:

"Grandes para cabras e pequenas para vacas"

     Tal designação pode mostrar um resumo do que podemos encontrar nesta raça, bovinos de tamanho pequeno/médio, com reprodutoras com pesos na casa dos 300 Kg, muito rusticas, muito férteis, uma excelente qualidade organoléptica da sua carne, no entanto muito nervosas e com baixos níveis de ganho diário de peso.

  • Na raça Mertolenga podemos encontrar três tipos de pelagens: A vermelha, a Malhada (de branco ou de vermelho) e o rosilho (mil-flores).
  • O sistema de exploração desta raça é em extensivo, onde os animais se alimentam dos recursos naturais e algumas pastagens semeadas, podendo-se fornecer alimento nas épocas mais severas (Verão).
  • Os vitelos em linha pura são dotados de fraca conformação e de um crescimento lento, no entanto são desmamados por volta dos 6-8 meses e são "ajudados" com alimentos concentrados nos seus últimos 2-3 meses. (A altura do desmame é muito importante, pois um desmame tardio é apontado como uma das causas para um longo anestro pós-parto (período que se estende desde o parto até ao aparecimento do primeiro Estro (quando a vaca fica recetiva))).
  • Segundo a Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos, o peso médio ao desmame é de 163 Kg; o Intervalo entre Partos é de 449 dias; o Ganho Médio Diário (GMD) é de 935 gramas/dia e a longevidade produtiva é de 104,8 meses.
  • Nesta raça a linha materna é muito utilizada em várias explorações, onde os criadores juntam às suas manadas reprodutores de raças estrangeiras, como por exemplo, raça Limousine ou raça Charolesa, para beneficiar as suas reprodutoras e tirar partido do vigor Híbrido. Ter reprodutoras Mertolengas tem como objectivo um baixo custo de manutenção das reprodutoras (nível alimentar e problemas de membros), uma longevidade reprodutiva, a certeza de uma boa adaptação a quaisquer tipo de relevos e de ambientes e um vitelo por ano, onde o pai pode ser de uma tal raça exótica com grandes índices de ganho médio diário que vai transmitir aos filhos.
É uma raça muito interessante, com características únicas e que ainda tem muito para nos mostrar, em sistemas de exploração mais sofisticados!









Figura 1: Reprodutora do ano de 1998-2015 (Idosa) com um bezerro cruzado de Limousine, prova da longevidade reprodutiva desta raça.

















 Figura 2: Grande rusticidade da raça Mertolenga, em terrenos muito declivoso, de difícil acesso, alimentando-se de forragens naturais.






Figura 3: Um bom controlo alimentar, desde o nascimento até á vida reprodutiva activa destes animais podem mostrar muitas qualidades que a raça nos pode dar.










      Com uma rigorosa selecção da raça e, dentro da raça, e com a exclusão de estatísticas de bezerros cruzados, tenho a certeza que esta raça Mertolenga será um dia, uma raça de topo a nível Mundial. Foquemo-nos já não tanto para os excelentes parâmetros reprodutivos mas sim para os parâmetros produtivos, fazendo com que as excelentes "Mães" nos possam dar excelentes "Filhos", filhos estes que se desenvolvam mais depressa, em sistemas bem mais desenvolvidos.

Para mais informação siga o sitio da Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos, Aqui.


Mário Pereira



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Raças bovinas Autóctones, o que chega a ser isto?!

   Perante um panorama cada vez mais exigente em termos de qualidade dos produtos alimentares, nomeadamente a peças de talho e devido a uma maior exigência relativamente a uma alimentação saudável, as nossas raças nacionais são um ponto chave em tantos mas tantos aspectos!

Vamos fazer um pequeno foco a este património genético tão rico e tão importante. 

   As raças autóctones nascem através da selecção do Homem, selecção esta feita através da finalidade a que as raças são sujeitas (leite, trabalho, produção de carne). Muitas das raças existentes a nível nacional nasceram quando ainda se estava bem longe de uma mecanização agrícola tão avançada como a que encontramos nos tempos de hoje. Aqui muitas raças bovinas existentes no nosso país eram utilizadas em trabalhos de tracção muito exigentes. 
Com a evolução da mecanização e dos tempos, muitas destas raças deixaram de ter um papel tão especifico em termos de trabalho e a sua função ficou focada para a produção de carne. Actualmente encontramos 15 raças bovinas autóctones. 

     Este extraordinário património genético de tanta qualidade e extremame
nte Português está muito adaptado às nossas condições edafoclimáticas, isto é, muito adaptado ao relevo que pode passar das longas planícies aos montes e montanhas de Portugal, tal como os grandes extremos de temperatura no nosso clima mediterrânico, seguindo assim grandes diferenças a nível nutricional, pela ausência ou permanência de pastagens naturais de acordo com a estação do ano.

   Estas nossas raças são, por norma, muito pouco exigentes a nível nutricional, o que faz das reprodutoras utilizadas em linha mãe animais muito económicos, muito férteis e muito rústicos.

    

 Vamos tentar explorar este tema e falar um pouco de cada raça e do seu solar de origem, mais à frente.




Mário Pereira

terça-feira, 2 de junho de 2015

1 de junho: Dia mundial do leite

Foi ontem o 15º Dia mundial do leite. Oportunidade para nos informarmos sobre um alimento tão antigo, tão rico e, recentemente, tão controverso. Tem a palavra a FAO
Tags: #worldmilkday #diamundialdoleite



sábado, 23 de maio de 2015

UW MILK QUALITY

O site sobre Qualidade do Leite da Universidade de Wisconsin. Muitos e bons artigos e vídeos sobre saúde do úbere, ordenha e todos os fatores da qualidade do leite. Muito material também em espanhol. Clique aqui


Tags: #vacasleiteiras #producaodeleite #qualidadedoleite #saudedoubere #ordenha #dairyfarming #milkproduction #milkquality #udderhealth #milking

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vamos lá visitar pastores

Noticiando a recente criação, pela FAO, do Pastoralist Knowledge Hub, aproveitamos para celebrar o menos recente livro Vou lá visitar pastores, do angolano Ruy Duarte de Carvalho.

O pastor é talvez o profissional mais amado de Deus: "Abel foi pastor [e] ofereceu [ao Senhor] primogénitos do seu rebanho [...] O Senhor olhou favoravelmente para Abel e para a sua oferta" (Génesis 4, 4). O próprio Jesus dá de si a imagem do Bom Pastor: "Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas (João 10, 11).

Também a FAO olha favoravelmente para os pastores e o produto do seu trabalho: "os pastoralistas produzem alimento nos ambientes mais inóspitos da terra e os seus produtos sustentam a vida das populações rurais em quase metade da superfície terrestre. Têm tradicionalmente sofrido a incompreensão e a exclusão do diálogo" (tradução nossa da introdução do site).

O Centro de Conhecimentos Pastoralistas é a expressão desse olhar favorável da FAO. Vamos, então, lá visitar pastores. E, de caminho, vamos ler o "livro mágico" do Ruy Duarte de Carvalho.


Tags: #pastoralism #pastoralistknowledgehub #fao #voulavisitarpastores #ruyduartedecarvalho #pastor #bompastor

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Política Agrícola Comum - Informação sobre os setores

Informação oficial atualizada sobre os setores da PAC:
- Carne de bovino
- Leite e produtos lácteos
Vénia à Comissão Europeia

Tags: #politicaagricolacomum #commonagriculturalpolicy #carnedebovino #beef&veal #milkandmilkproductssector #mercadosagricolas #agmarket #mercado #comissaoeuropeia #europeancommission

sábado, 16 de maio de 2015

Cães guardadores de gado

A experiência com cães guardadores de gado num rancho do Canadá. Cães de várias raças - Kangal, Pastor da Anatólia, Pirinéus, Maremma - protegem vacas e ovelhas contra lobos, coiotes, pumas e ursos. O artigo descreve com pormenor o comportamento das diferentes raças, o ensino e a utilização dos cães. Para ler (em inglês) clique aqui. Para ir diretamente à exploração, queira ter a bondade de clicar aqui


Tags: #caesguardadoresdegado #predadoresderebanhos #kangaldog #livestockguardiandogs #guardiandogs #livestockpredators #predators #sheepdogs #anatoliansheepdog #cattledogs #protecaoderebanhos

sexta-feira, 15 de maio de 2015

3RLAB

O site deste laboratório de análises bromatológicas tem muita informação interessante, em texto, apresentações e vídeos, sobre alimentos e alimentação de vacas leiteiras e bovinos de carne, e não só.

Tags: #alimentacaoanimal #nutricaoanimal #alimentacaovacasleiteiras #alimentacaobovinosdecarne

ETCO - Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal

Do site do ETCO: "O trabalho desenvolvido na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP, campus de Jaboticabal, resultou na formação do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (GRUPO ETCO), e teve reflexos na organização e desenvolvimento da Etologia no Brasil.

"Em 1983, na UNESP de Jaboticabal, foi realizado o I Encontro Paulista de Etologia que passou a ter caráter nacional na forma dos Encontros Anuais de Etologia (EAE) a partir de 1986. A perspectiva da realização do X EAE novamente na FCAV/UNESP, em 1992, mostrou a necessidade de se organizar um grupo de estudos e pesquisas, até como decorrência da expansão natural da disciplina de Etologia e das atividades de pesquisa nessa área. Assim nasceu o GRUPO ETCO, tendo como principal objetivo despertar o interesse e contribuir para a formação de estudantes e pesquisadores, nas áreas afins à atuação do grupo (Etologia e Ecologia Animal), particularmente no contexto da criação animal."

Tags: #etologia #comportamentoanimal #bemestaranimal #maneio #manejo #grupoetco


domingo, 10 de maio de 2015

O que nos diz a vaca quando pasta

Fantástico o que nos pode dizer uma vaca a pastar sobre a qualidade da erva. Vídeo feito na Nova Zelândia (aí não admira que filmem vacas a pastar) e comentado no Brasil (boa notícia para quem ainda não sabe neozelandês). Clique aqui.


Palavras chave: comportamento, vaca, pastoreio, qualidade, erva