sábado, 24 de janeiro de 2015
domingo, 11 de janeiro de 2015
A três meses do fim das quotas, a UE nada em excedentes Os preços aos produtores vão cair a pique em 2015
Com a devida vénia, publicamos esta tradução adaptada do artigo de Marie-Josée Cougard Prix du lait: avis de gros temps pour les producteurs, datado de 2 de janeiro de 2015. Mais uma análise das perspetivas de evolução a curto prazo do mercado mundial do leite.
Depois de três anos de preços altos, com um máximo histórico de 390 euros
por tonelada em janeiro de 2014 e rendimentos superiores aos de todas as outras
produções agrícolas, os produtores de leite vão fazer face a nova crise em
2015. A descida prevista de preços é muito grande.
Ainda
antes do fim das quotas, marcado para 31 de março próximo, a Europa nada em
excedentes de leite. Segundo a Associação da transformação leiteira (Atla) há
seis mil milhões de litros de leite a mais no mercado mundial. A UE contribuiu
muito para esta situação.Impulsionados por uma forte procura e preços muito remuneradores, todos os países produtores da UE anteciparam o fim das quotas, aumentando largamente a produção. A recolha de leite na Europa aumentou 5,1% entre 1 de janeiro e 31 de outubro. O Reino Unido teve o maior aumento, com 9,1%, seguido pela Polónia (+7,7%) e a Espanha (+6,3%), que beneficiou de uma pluviometria favorável à persistência das pastagens. A Irlanda e a França vêm a seguir, com aumentos de 5,9 e 5,8%, respetivamente. Sete países têm excedentes de quotas de 5-6%.
Estes países vão ser fortemente penalizados, como prevê a regulamentação comunitária, com multas de 280 euros por 1000 litros. Alguns começaram a reduzir a produção, mas as organizações leiteiras prevêem um novo aumento em abril, depois do fim oficial das quotas. Segundo a Atla, os produtores não têm alternativa. Os encargos fixos são muito altos e, quando as margens diminuem, aumentam o volume de produção para tentar assegurar o rendimento. Em vários países europeus, os industriais já baixaram o preço ao produtor.
Marasmo mundial
As dificuldades não se limitam à EU. Outros grandes agentes do mercado
mundial, como a Nova Zelândia, maior exportador de leite, aumentaram
exageradamente a produção. Aí, o ajustamento dos preços (-50%) foi
extraordinariamente violento este ano, levando à insolvência muitos produtores
sobrecarregados de dívidas. Alguns são obrigados a vender as explorações. A
mega-cooperativa Fonterra baixou o preço ao produtor de 8,40 para 4,70 dólares
neozelandeses (5,30 e 2,97 euros) por kg de sólidos. É o preço mais baixo desde
há seis anos, em plena crise mundial.
Na Nova
Zelândia, como na Europa, os produtores são vítimas da diminuição das
importações da China, que acumulou stocks de leite em pó importado quando o
preço estava alto. Há que somar a isto o embargo russo e as 250000 toneladas de
queijos europeus que vieram saturar o mercado. Segundo a Atla, a procura
mundial continua a aumentar (+2,1%), mais no leite em pó e na manteiga do que
no queijo, mas a oferta aumentou mais (+2,9%). A diferença pode ser pouca, mas
provocou a queda a pique dos preços mundiais.De janeiro ao início de dezembro de 2014, o preço da manteiga caiu de 4000 para 2900 euros por tonelada. O do leite em pó caiu de 3320 para 1800 euros.
Tradução e adaptação: A. Gomes, 2015-01-11
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Também há ganhos com o fim das quotas. Vamos fazer por lhes chegar!
Também há ganhos com o fim das quotas
Vamos fazer por lhes chegar!
Esta notícia, transmitida hoje pelo boletim da ANIL, fala do fim das quotas segundo a perspetiva da plataforma Global Dairy Trade (GDT). Veja o que pensa, e o que é, a GDT, lendo Leilão GTD mais atrativo sem quotas (título reformulado)
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